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Chico Buarque | Construção (1971)

Construção foi o quinto álbum de Chico Buarque para a Philips. É um trabalho que se tornou um clássico e um marco de referência desse cantor de importância maior na música brasileira e mundial. Quase todas as músicas que compõem este disco fizeram sucesso. Buarque aparece aqui num ambiente acústico. A orquestração do álbum foi influenciada por Rogério Duprat. Logo no início, o LP mergulha fundo nos ritmos tradicionais brasileiros, em canções que, implicitamente, criticam o regime político ditatorial do país ("Deus Lhe Pague" e a música-título, "Construção").

Como é comum na obra desse inigualável contador de histórias, ele realça os detalhes do dia-a-dia característicos e definidores das relações humanas (e da condição humana — como em "Ópera Do Malandro") em "Cotidiano", que fala da rotina da relação entre um homem e uma mulher. As três faixas seguintes, "Olha Maria", "Samba De Orly" e "Valsinha", são parcerias com outros grandes letristas e compositores da música brasileira — Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Toquinho ("Samba De Orly" faz referência ao aeroporto francês e a Paris, que se tornaram familiares para os brasileiros exilados). Outro destaque é "Valsinha", uma canção de amor de dois minutos que permaneceu nos ouvidos e no coração do público internacional. Um disco obrigatório. (Tim Jones)
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01. Deus Lhe Pague (Buarque)
02. Cotidiano (Buarque)
03. Desalento (Buarque, Moraes)
04. Construção (Buarque)
05. Cordão (Buarque)
06. Olha Maria (Buarque, Moraes, Jobim)
07. Samba De Orly (Buarque, Moraes, Toquinho)
08. Valsinha (Buarque, Moraes)
09. Minha História (Gesùbambino) (Dalla, Buarque)
10. Acalanto (Buarque)
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Metallica | S&M (1999)

Em novembro de 1999, Berlim celebrou o décimo aniversário da queda do Muro, e o Metallica lançou uma ode orquestral à alegria. O seu nono álbum capta a banda tocando ao vivo com a orquestra sinfônica de São Francisco.

A fusão entre o rock e a música clássica é antiga, voltando no tempo a horrores como Concerto For Group And Orchestra, de uma das bandas favoritas de Lars Ulrich, o Deep Purple. O Metallica já tinha provado que conseguia fazer a fusão com elegância: no álbum de 1991, tanto "Nothing Else Matters" quanto "The Unforgiven" possuíam acompanhamento orquestral dirigido pelo maestro Michael Kamen, que havia trabalhado com Eric Clapton e o Pink Floyd. Após anos de esforços, Kamen convenceu os metaleiros a fazerem uma parceria com ele. "Ele queria ser um pouco mais ousado" — declarou James Hetfield. "Por isso nos escolheu. Podia ter escolhido uma banda mais radical — como os Graveworm —, mas acho que fomos uma boa escolha. Respondemos: por que não?".

Essa abordagem positiva funcionou bem em Symphony & Metallica. Podemos encontrar clássicos como a exuberante "The Call Of Ktulu" ou a popular "Enter Sandman", além de músicas de Load e ReLoad.

Como ilustra o DVD lançado simultaneamente, todos ficaram felizes com a colaboração — os músicos orquestrais adicionaram contrapontos góticos e cinematográficos à música elétrica, em todos os sentidos, da banda. A grandiosa parceria alcança o seu ponto alto em "Fuel", "No Leaf Clover" (uma das duas únicas canções inéditas, a outra sendo "- Human") e no épico "One" — a reação do público foi de puro êxtase. Clássico, de fato! (Tim Jones)
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Disco I

01. The Ecstasy Of Gold (Morricone)
02. The Call Of The Ktulu (Hetfield, Ulrich, Burton, Mustaine)
03. Master Of Puppets (Hetfield, Ulrich, Burton, Hammett)
04. Of Wolf And Man (Hetfield, Ulrich, Hammett)
05. The Thing That Should Not Be (Hetfield, Ulrich, Hammett)
06. Fuel (Hetfield, Ulrich, Hammett)
07. The Memory Remains (Hetfield, Ulrich)
08. No Leaf Clover (Hetfield, Ulrich)
09. Hero Of The Day (Hetfield, Ulrich, Hammett)
10. Devil's Dance (Hetfield, Ulrich)
11. Bleeding Me (Hetfield, Ulrich, Hammett)

Disco II

01. Nothing Else Matters (Hetfield, Ulrich)
02. Until It Sleeps (Hetfield, Ulrich)
03. For Whom The Bell Tolls (Hetfield, Ulrich, Burton)
04. - Human (Hetfield, Ulrich)
05. Wherever I May Roam (Hetfield, Ulrich)
06. Outlaw Torn (Hetfield, Ulrich)
07. Sad But True (Hetfield, Ulrich)
08. One (Hetfield, Ulrich)
09. Enter Sandman (Hetfield, Ulrich, Hammett)
10. Battery (Hetfield, Ulrich)
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Thin Lizzy | Live And Dangerous (1978)

Na mesma época em que Israel retirou todos os seus soldados do Líbano, em junho de 1978, o Thin Lizzy usou todas as suas tropas para fazer um dos melhores álbuns ao vivo da história da música. Os retoques no disco despertaram rumores críticos: o empresário Chris O'Donnell garantiu que a gravação era "75% ao vivo" e que os overdubs foram usados para corrigir os excessos do baixo de Phil Lynott e os backing vocals dos guitarristas Scott Gorham e Brian Robertson. O produtor Tony Visconti disse à BBC Radio 1: "Apagamos tudo, menos a bateria (...) mesmo a platéia foi refeita, uma coisa um tanto desonesta (...) "Southbound" foi gravada durante uma passagem de som e acrescentei umas repetições de fitas com o barulho da platéia".

Os fãs não se incomodaram. O resultado é mágico e os temores da Vertigo em lançar um caro álbum duplo se mostraram infundados — vendeu 60 mil cópias na Inglaterra. Consta que foi gravado em Londres e Toronto, mas é, na verdade, uma coletânea de melhores momentos.

Rocks melódicos e poderosos trazem memoráveis riffs e refrões, temperados por momentos comovedores. A enxurrada começa com "Jailbreak" e arrasta a furiosa "Emerald", a contagiante "Southbound" e a definitiva "Rosalie", até a deliciosa "Dancing In The Moonlight".

"Still In Love With You" é daquelas que a platéia acompanha acendendo os isqueiros; "Cowboy Song" é uma brincadeira com um fantástico efeito cascata; "Suicide", uma canção gloriosa que conta uma história. E há os hinos: "The Boys Are Back In Town" e "The Rocker".

Como atestou a NME, "é uma carta de intenções quase perfeita do melhor hard rock da melhor banda de rock do mundo". (Tim Jones)
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01. Jailbreak (Lynott)
02. Emerald (Lynott, Downey, Gorham, Robertson)
03. Southbound (Lynott)
04. Rosalie/Cowgirl's Song (Seger/Lynott, Downey)
05. Dancing In The Moonlight (It's Caught Me In Its Spotlight) (Lynott)
06. Massacre (Lynott, Downey, Gorham)
07. Still In Love With You (Lynott)
08. Johnny The Fox Meets Jimmy The Weed (Lynott, Downey, Gorham)
09. Cowboy Song (Lynott, Downey)
10. The Boys Are Back In Town (Lynott)
11. Don't Believe A Word (Lynott)
12. Warrior (Lynott, Gorham)
13. Are You Ready (Lynott, Downey, Gorham, Robertson)
14. Suicide (Lynott)
15. Sha La La (Lynott, Downey)
16. Baby Drives Me Crazy (Lynott, Downey, Gorham, Robertson)
17. The Rocker (Lynott, Downey, Bell)
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Blondie | Parallel Lines (1978)

Setembro de 1978: é assinado o acordo entre o Egito e Israel. A notícia mais importante: Parallel Lines é lançado! A provocante loura oxigenada Debbie Harry e seu quinteto, liderado pelo guitarrista e namorado Chris Stein, foram arremessados para o topo do universo pop com este terceiro disco, que chegou ao primeiro lugar das paradas britânicas, ficou em sexto lugar nos Estados Unidos e vendeu cerca de um milhão de cópias.

A capa — fotografada pelos irmãos Goddard, a partir de uma idéia do empresário Peter Leeds — imita a simplicidade dos anos 60. Harry não gostou, mas a sofisticação da imagem refletia o novo som da banda, que misturava suas raízes punk com o comercialismo glam de Mike Chapman. Harry disse que o produtor "nos dirigia enquanto tocávamos. Não estávamos preparados para a expertise dele".

O resultado foi a new wave por excelência. Harmonias contagiantes complementam o vocal de Harry, às vezes rouco, às vezes sexy. "Hanging On The Telephone", dos Nerves, traz dois minutos e 22 segundos de vitalidade eletrostática; "Fade Away (And Radiate)" — tomada pela guitarra psicodélica de Robert Fripp — cria um cenário onírico. Primeiro lugar nas paradas britânicas, "Sunday Girl" acrescenta uma camada de doçura cremosa e "Pretty Baby" é a cereja no topo.

O Blondie fazia sucesso na Europa pelo menos um ano antes de ganhar reconhecimento em casa, mas, com "Heart Of Glass", a banda finalmente tomou de assalto os Estados Unidos. Chapman transformou o estilo James Brown do grupo em música disco, para desgosto do baterista Clem Burke.

Gravado num verão sufocante de Nova York, Parallel Lines valeu cada gota de suor. A Billboard resumiu o disco como um "rock satírico e contagiante", que demonstrava "maturidade na execução, credibilidade e poder vocal". O álbum continua um clássico — muito imitado e raramente igualado. (Tim Jones)
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01. Hanging On The Telephone (Lee)
02. One Way Or Another (Harry, Harrison)
03. Picture This (Harry, Stein, Destri)
04. Fade Away And Radiate (Stein)
05. Pretty Baby (Harry, Stein)
06. I Know But I Don't Know (Infante)
07. 11:59 (Destri)
08. Will Anything Happen? (Lee)
09. Sunday Girl (Stein)
10. Heart Of Glass (Harry, Stein)
11. I'm Gonna Love You Too (Mauldin, Petty, Sullivan)
12. Just Go Away (Harry)
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