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The Kinks | Face To Face (1966)

Ray Davies não gostou da capa do quarto álbum dos Kinks. "Queria que fosse preta e forte, como a música do LP", lembrou o líder dessa banda do Norte de Londres, "em vez de toda colorida."

Face To Face marcou uma mudança de atitude para Ray, seu irmão e guitarrista Dave, o baterista Mick Avory e o baixiszta Pete Quaife. Pela primeira vez, eles passaram meses trabalhando num disco, dublando as faixas durante várias sessões. O disco também marcou o fim da parceria com o produtor americano Shel Talmy, cujo método de trabalho bate-pronto não servia para arranjos mais elaborados.

"Party Line" abre o álbum no conhecido estilo do rock n' roll, enquanto "Dandy" segue o tom de sátira à Swinging London de um sucesso mais antigo, "Dedicated Follower Of Fashion". O resto do disco é mais profundo e sombrio. Ray explora seu estado mental frágil em "Too Much On My Mind", conduzida pelo cravo; "Sunny Afternoon", primeiro lugar nas paradas britânicas, deixa fluir o sentimento de cansaço do mundo numa linda linha descendente de baixo. "House In The Country" e "Most Exclusive Residence For Sale" se enquadram na visão geral de que o álbum é composto por um ciclo de canções sobre a sociedade inglesa. No entanto, o clichê da "quintessência britânica" oculta a diversidade das músicas e das letras. "Holiday In Waikiki", uma homenagem a Chuck Berry, lamenta a comercialização do Havaí. "Fancy" é uma peça monocórdica inspirada nos ragas indianos, enquanto "Rainy Day In June" é coberta de trovoadas e mistério.

Face To Face não obteve um grande sucesso — ficou em 139º lugar na parada americana e em 13º na inglesa —, mas foi o disco precursor do período clássico dos Kinks. Essas impetuosas estrelas viraram um grupo que produzia álbuns multifacetados. (Manish Agarwal)
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01. Party Line (R. Davies)
02. Rosy Won't You Please Come Home (R. Davies)
03. Dandy (R. Davies)
04. Too Much On My Mind (R. Davies)
05. Session Man (R. Davies)
06. Rainy Day In June (R. Davies)
07. A House In The Country (R. Davies)
08. Holiday In Waikiki (R. Davies)
09. Most Exclusive Residence For Sale (R. Davies)
10. Fancy (R. Davies)
11. Little Miss Queen Of Darkness (R. Davies)
12. You're Lookin' Fine (R. Davies)
13. Sunny Afternoon (R. Davies)
14. I'll Remember (R. Davies)
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Meat Puppets | Meat Puppets II (1983)

Apesar de o segundo álbum dos Meat Puppets conter três músicas que viriam a ser regravadas pelo Nirvana, o trio de Phoenix, Arizona, não foi um grupo grunge. Tendo assinado com o pioneiro selo SST, da Black Flag, o guitarrista e cantor Curt Kirkwood, o baixista Cris, seu irmão, e o baterista Derrick Bostrom tocavam uma extasiante mistura de country, punk e música psicodélica. Colocaram sua verve hardcore no primeiro álbum do grupo em 1982, mas nesse segundo disco quiseram explorar suas influências do deserto e da era hippie. As versões originais de "Plateau", "Oh, Me" e "Lake Of Fire" exalam uma aura de outro mundo que não está presente nas gravações do Nirvana. A primeira música mencionada é um rock em tempo lento quase psicodélico, culminando com uma coda bela e levitante. A segunda conjuga sentimentos soturnos deslocados por imagens surreais e pela voz aguda de Curt.

A sublime técnica de guitarra do líder da banda é reveladora: ele é capaz de passar da eletricidade de um blues à sutileza de cordas pinçadas num abrir e fechar de olhos. A panorâmica música instrumental "Aurora Borealis" evoca paisagens tórridas com cactos e peiote, enquanto o lisérgico "Lost" protesta contra a confusão política causada por Nixon. Pinturas folclóricas na capa e na parte interna do álbum, feitas pela própria banda, completam esse marco da cultura marginal americana.

Este álbum foi bem recebido pela crítica — chegou a receber uma grande resenha na Rolling Stone, assim como o próximo, Up On The Sun. (Manish Agarwal)
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01. Split Myself In Two (Kirkwood)
02. Magic Toy Missing (Kirkwood)
03. Lost (Kirkwood)
04. Plateau (Kirkwood)
05. Aurora Borealis (Kirkwood)
06. We're Here (Kirkwood)
07. Climbing (Kirkwood)
08. New Gods (Kirkwood)
09. Oh, Me (Kirkwood)
10. Lake Of Fire (Kirkwood)
11. I'm A Mindless Idiot (Kirkwood)
12. The Whistling Song (Kirkwood)
13. Teenager(s) (Kirkwood, Kirkwood, Bostrom)
14. I'm Not Here (Kirkwood)
15. New Gods (Kirkwood)
16. Lost (Kirkwood)
17. What To Do (Kirkwood)
18. 100 Percent Of Nothing (Kirkwood)
19. Aurora Borealis (Kirkwood)
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Judas Priest | British Steel (1980)

Os fãs dos Judas Priest estão sempre discutindo qual o melhor álbum do quinteto de Birmingham. Os headbangers mais maduros mencionam Stained Class, de 1978, que representou uma guinada mais dura e rápida para o heavy metal. As multidões dos shows escolhem Screaming For Vengeance (1982), enquanto outros elegem Painkiller (1990) como um retorno às origens. British Steel, contudo, é indiscutível.

O sexto LP de estúdio do grupo foi marcante. A capa foi parar em camisetas, uma das quais foi usada por Dimebag Darrell, do Pantera, na TV em 1991. Impressionado, Halford fez uma improvisação com o Pantera em uma versão cover de "Metal Gods".

Apesar de ter surgido em 1973, o grupo ingressou na nova era do heavy metal inglês, junto com o Iron Maiden e o Def Leppard. O metal atraía aqueles que preferiam sons menos viajantes do que o rock progressivo mas não gostavam das posturas e da antimusicalidade do punk.

British Steel seguia esse caminho e canalizou o estilo estridente de Halford, com as guitarras de Glenn Tipton e K.K. Downing até o relampejante "proto-thrash" de "Rapid Fire". "Breaking The Law" foi um futuro hino para Beavis And Butthead, enquanto "United" e "Metal Gods" eram stompers sensacionais, sendo que nesta última talheres e cabos elétricos eram usados como percussão.

O disco foi gravado na antiga residência de John Lennon no subúrbio de Londres. "Era o máximo estar lá", Halford contou depois para Blender, "já que eu era um grande fã dos Beatles."

Rainha das festas, "Living After Midnight" levou o álbum ao topo da parada da Billboard. Oito álbuns entre os 40 Mais, assim como a imortalidade, estavam à espera deles. (Manish Agarwal)
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01. Breaking The Law (Tipton, Halford, Downing)
02. Rapid Fire (Tipton, Halford, Downing)
03. Metal Gods (Tipton, Halford, Downing)
04. Grinder (Tipton, Halford, Downing)
05. United (Tipton, Halford, Downing)
06. You Don't Have To Be Old To Be Wise (Tipton, Halford, Downing)
07. The Rage (Tipton, Halford, Downing)
08. Steeler (Tipton, Halford, Downing)
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Minutemen | Double Nickels On The Dime (1984)

Apesar de partilhar o selo e a ética do "faça você mesmo" com o Black Flag, o Minutemen não era uma banda de hardcore agressivo. Heróis da classe operária do porto de San Pedro, na Califórnia, D. Boon (guitarra/voz), Mike Watt (baixo/voz) e George Hurley (bateria) expressaram o seu articulado pensamento de esquerda numa fusão de punk, funk, jazz, folk e ruídos no estilo de Captain Beefheart. Esta foi a sua obra-prima: um LP duplo com 45 músicas, criado em resposta ao conceitual Zen Arcade, do Hüsker Dü, grupo companheiro de selo.

Os lados um, dois e três foram apelidados de "D", "Mike" e "George", de acordo com quem os tinha programado. O quarto teve o modesto título de "Chaff" e incluiu surpreendentes desconstruções de Van Halen e Steely Dan. Também citaram o Creedence Clearwater Revival no lado de Boon. Entre os pontos altos está um pop latino de protesto, "Corona", que se tornou tema do programa de televisão Jackass, assim como um dueto entre voz recitada e violão, "Do You Want New Wave Or Do You Want The Truth?". "Political Song For Michael Jackson To Sing" é um ataque enviesado contra a classe média americana, enquanto "History Lesson (Part II)" é uma comovente autobiografia. O hino aos operários "This Ain't No Picnic" deu origem a um vídeo de baixo custo que foi nomeado para um prêmio da MTV (mas perdeu para os Kajagoogoo).

O disco foi seguido por uma turnê com o R.E.M., fãs do grupo há tempos, mas ocorreu uma tragédia em dezembro de 1985, quando Boon morreu num acidente de carro. (Manish Agarwal)
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01. Anxious Mo-Fo (Boon, Watt)
02. Theatre Is The Life Of You (Boon, Watt)
03. Viet Nam (Boon)
04. Cohesion (Boon)
05. It's Expected I'm Gone (Watt)
06. #1 Hit Song (Boon, Hurley)
07. Two Beads At The End (Boon, Hurley)
08. Do You Want New Wave Or Do You Want The Truth? (Watt)
09. Don't Look Now (Fogerty)
10. Shit From An Old Notebook (Boon, Watt)
11. Nature Without Man (Boon, Dukowski)
12. One Reporters Opinion (Watt)
13. Political Song For Michael Jackson To Sing (Watt)
14. Maybe Partying Will Help (Boon, Watt)
15. Toadies (Watt)
16. Retreat (Watt)
17. The Big Foist (Watt)
18. God Bows To Math (Watt, Brewer)
19. Corona (Boon)
20. The Glory Of Man (Watt)
21. Take 5, D. (Watt, Baiza, Rocknowski, Vandenberg)
22. My Heart And The Real World (Watt)
23. History Lesson (Part II) (Watt)
24. You Need The Glory (Hurley)
25. The Roar Of The Masses Could Be Farts (Watt, Vandenberg)
26. Mr. Robot's Holy Orders (Hurley)
27. West Germany (Boon)
28. The Politics Of Time (Watt)
29. Themselves (Boon)
30. Please Don't Be Gentle With Me (Baiza)
31. Nothing Indeed (Watt, Hurley)
32. No Exchange (Watt, Hurley)
33. There Ain't Shit On T.V. Tonight (Watt, Hurley)
34. This Ain't No Picnic (Boon)
35. Spillage (Watt)
36. Untitled Song For Latin America (Boon)
37. Jesus And Tequila (Boon, Carducci)
38. June 16th (Watt)
39. Storm In My House (Boon, Rollins)
40. Martin's Story (Watt, Tambourovich)
41. Ain't Talkin' 'Bout Love (Van Halen)
42. Dr. Wu (Becker, Fagen)
43. Little Man With A Gun In His Hand (Dukowski)
44. The World According To Nouns (Watt)
45. Love Dance (Boon)

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Faith No More | The Real Thing (1989)

O terceiro álbum do Faith No More surgiu da volatilidade. Criado como uma banda pós-punk em 1982, o quinteto de São Francisco despediu o vocalista alcoólatra Chuck Mosely e substituiu-o pelo atraente Mike Patton, de 20 anos, originário de Eureka, na Califórnia, possuidor de uma grande extensão vocal e de uma curiosa maneira de brincar com as palavras.

Ele se tornou uma fonte de inspiração. The Real Thing é variado mas bem-acabado, indo desde o ataque thrash de horror burlesco em "Surprise! You're Dead!" à balada lounge "Edge Of The World", passando pelas convulsões de rock progressivo da música que dá o título ao disco e pelo estrondoso instrumental "Woodpecker From Mars", com os seus timbres orientais.

Há três singles memoráveis: "From Out Of Nowhere" é uma vibrante música de amor adornada por um persistente riff do tecladista Roddy Bottum; "Falling To Pieces" evidencia o estilo funk do baixista Billy Gould e do baterista Mike Bordin. O grande sucesso, contudo — chegando ao nono lugar nos Estados Unidos — foi "Epic", uma minissinfonia dramática, muito divulgada pela MTV, com versos rap, um refrão atraente, os solos do guitarrista Jim Martin e um final majestoso de piano.

Apesar da sua popularidade entre os fãs do metal, o grupo nunca apreciou esse gênero e regressou, três anos mais tarde, com o maravilhoso e bizarro Angel Dust. Ainda assim, The Real Thing viria a ser uma influência importante para bandas de numetal como Korn e Limp Bizkit, que faziam versões cruas e sem humor da sutil fusão de estilos do Faith No More. Patton, em particular, desprezava esses seguidores. Hoje, ele pode ser encontrado facilmente nas margens vanguardistas do pop, colaborando com Björk, com a lenda do avant-jazz John Zorn e com o chefão do hip-hop Dan The Automator. (Manish Agarwal)
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01. From Out Of Nowhere (Gould, Bottum, Patton)
02. Epic (Gould, Martin, Bottum, Bordin, Patton)
03. Falling To Pieces (Gould, Bottum, Martin, Patton)
04. Surprise! You're Dead! (Patton, Martin)
05. Zombie Eaters
(Gould, Martin, Bottum, Bordin, Patton)
06. The Real Thing (Gould, Bottum, Patton)
07. Underwater Love (Gould, Bottum, Patton)
08. The Morning After (Gould, Bottum, Martin, Patton)
09. Woodpecker From Mars (Martin, Bordin)
10. War Pigs (Iommi, Osbourne, Butler, Ward)
11. Edge Of The World (Gould, Bottum, Bordin, Patton)
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Black Sabbath | Paranoid (1970)

O Black Sabbath já tinha causado algum espanto na Inglaterra com seu álbum de estréia: uma retomada sísmica do blues que, junto com os dois primeiros clássicos do Led Zeppelin, ajudou a criar um novo estilo de rock n' roll — o heavy metal.

Em termos de qualidade do material, o segundo LP do quarteto de Birmingham é um salto gigantesco. A faixa de protesto "War Pigs" é uma das melhores aberturas de álbuns de todos os tempos, captando os ânimos acirrados da juventude ocidental em relação à campanha sangrenta dos Estados Unidos no Vietnã. Todas as características do Sabbath aparecem nessa música: os gritos abomináveis de Ozzy Osbourne; a dinâmica de mudança de tempo do baterista Bill Ward e do baixista/letrista Geezer Butler; e, mais conhecida, a presença disforme do mito da guitarra e senhor dos riffs, Tony Iommi.

A mítica faixa-título vem logo depois, uma explosão proto-punk de loucura que permanece como o hino clássico do Black Sabbath — Ozzy e Iommi chegaram a cantar essa música durante as comemorações, em Londres, do Jubileu de Ouro da Rainha Elizabeth II, em 2002. A balada fantasmagórica "Planet Caravan" apresenta um lado suave, muitas vezes superestimado, enquanto a pesada ficção científica de "Iron Man" parece antecipar o movimento grunge. As últimas quatro faixas são menos conhecidas, embora imponentes. O pesadelo de heroína em "Hand Of Doom" é especialmente apropriado e contribuiu para consolidar a posição do Sabbath como uma das forças mais sinistras da música dos anos 70.

Paranoid tornou a banda conhecida nos Estados Unidos e chegou ao 12º lugar nas paradas. As músicas do álbum foram regravadas por grupos tão diferentes como o Pantera e os Cardigans. Sua influência para tornar mais heavy o espectro do rock, do Nirvana ao Queens Of The Stone Age, é incalculável. (Manish Agarwal)
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01. War Pigs/Luke's Wall (Iommi, Osbourne, Butler, Ward)
02. Paranoid (Iommi, Osbourne, Butler, Ward)
03. Planet Caravan (Iommi, Osbourne, Butler, Ward)
04. Iron Man (Iommi, Osbourne, Butler, Ward)
05. Electric Funeral (Iommi, Osbourne, Butler, Ward)
06. Hand Of Doom (Iommi, Osbourne, Butler, Ward)
07. Rat Salad (Iommi, Osbourne, Butler, Ward)
08. Jack The Stripper/Fairies Wear Boots (Iommi, Osbourne, Butler, Ward)
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Afghan Whigs | Gentlemen (1993)

Apesar de estar há alguns anos no selo Sub Pop, o Afghan Whigs não tinha muito a ver com seus colegas de camisas quadriculadas. Liderados por Greg Dulli, o elegante quarteto de Cincinnati fazia uma vigorosa mistura de rock dinâmico e soul profundo. As letras de Dulli deixavam de lado a angústia pós-adolescência típica do grunge. Em vez disso, exploravam os recônditos mais profundos da sexualidade masculina com boa dose de candura e uma sagacidade seca. A banda já tinha chamado atenção em 1991, com seu terceiro LP, Congregation, que lhes rendeu um contrato com a gravadora Elektra. Viajaram até Memphis para criar o que viria a ser uma grande obra-prima.

Com sua produção detalhada e neocinemática, Gentlemen é um tour de force de composições delicadas e expressão ferrenha. A faixa-título, "Gentlemen", assim como "Be Sweet" expressam um fervor ardente através de grooves sinuosos e com textura.

O R&B de "Debonair" e o piano ritmado de "What Jail Is Like" foram um sucesso nas rádios universitárias, mas o auge de expressividade do álbum é sem dúvida "My Curse": uma balada arrasadora cantada por Marcy Mays (da banda folk-punk Scrawl) a partir de uma perspectiva feminina e com uma intensidade verdadeiramente tempestuosa.

Gentlemen foi elogiado pela crítica tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos, abrindo caminho para Black Love, que viria em seguida, e depois para o último disco da banda, 1961. Ambos entrariam na lista da Billboard. O Afghan Whigs separou-se amistosamente em 2001, terminando sua imensa carreira cult abrindo shows para seu herói de infância, o Aerosmith, durante uma grande turnê nos EUA. (Manish Agarwal)
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01. If I Were Going (Dulli)
02. Gentlemen (Dulli)
03. Be Sweet (Dulli, McCollum)
04. Debonair (Dulli)
05. When We Two Parted (Dulli, McCollum)
06. Fountain And Fairfax (Dulli)
07. What Jail Is Like (Dulli)
08. My Curse (Dulli)
09. Now You Know (Dulli)
10. I Keep Coming Back (Austell, Graham)
11. Brother Woodrow/Closing Prayer (Dulli, McCollum)
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Megadeth | Rust In Peace (1990)

O início da carreira do Megadeth caracterizou-se por mudanças na formação da banda e completa imprevisibilidade. Depois de ter sido expulso do Metallica por uso de drogas, o guitarrista e cantor Dave Mustaine estreou a sua nova formação de thrash em 1985 com Killing Is My Business... And Business Is Good!. Em seguida veio o clássico underground Peace Sells... But Who's Buying?, seguido pelo desolador So Far, So Good... So What!.Enquanto isso, o Metallica havia se tornado o maior nome do metal, chegando mesmo a ganhar um Grammy.

O quarto álbum do Megadeth trazia a terceira formação do grupo, com Mustaine e o baixista e membro fundador Dave Ellefson reunidos com o guitarrista Marty Friedman e o baterista Nick Menza. O quarteto rejuvenescido tocava agora com maior rapidez e precisão do que nunca.

A maior novidade, contudo, foi a melhoria nas composições de seu líder. As nove músicas deste disco são originais dinâmicos, com riffs sofisticados, ganchos irresistíveis e letras que evitam tanto o satanismo do death/black metal quanto a vulgaridade do rock machista.

A faixa-título protesta contra as armas nucleares e "Holy Wars... The Punishment Due" faz um comentário sarcástico sobre a intolerância religiosa. "Hangar 18" foi inspirada pelo suposto acobertamento do caso Roswell.

O álbum alcançou o vigésimo terceiro lugar na parada da Billboard e é considerado um dos melhores discos da era do speed metal. Depois do triunfo do grunge, o Megadeth e o Metallica adotaram um estilo mais tradicional de rock pesado em andamento mais moderado. (Manish Agarwal)
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01. Holy Wars... The Punishment Due (Mustaine)
02. Hangar 18 (Mustaine)
03. Take No Prisoners (Mustaine)
04. Five Magics (Mustaine, Friedman)
05. Poison Was The Cure (Mustaine)
06. Lucretia (Mustaine, Ellefson)
07. Tornado Of Souls (Mustaine, Ellefson, Friedman)
08. Dawn Patrol (Mustaine, Ellefson)
09. Rust In Peace... Polaris (Mustaine)
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