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Black Sabbath | Black Sabbath (1970)

O álbum de estréia do Black Sabbath, que está aqui muito mais por sua enorme influência do que pos suas qualidades musicais, é pesado tanto na reputação como eu sua profundidade sonora. O disco ainda soa extremamente maligno até hoje, com sua canção de abertura sempre saudada como o hino anti-Santíssima Trindade ("Black Sabbath", do Black Sabbath, tocada pelo Black Sabbath) que deu o pontapé inicial no heavy metal, sua capa muito, muito sinistra e o cheiro de esgoto vazando por todas aquelas canções ameaçadoras. Na verdade, como Suas Excelências Osbourne, Iommi, Butler e Ward explicaram muitas vezes, o álbum parece grosseiro porque foi gravado em apenas dois dias com um orçamento apertadíssimo — e mais, simulando uma gravação ao vivo, com picos de volume e tudo. O guitarrista Tony Iommi, com seus dedos deformados por um acidente industrial, toca a guitarra meio tom abaixo do mi bemol, acentuando ainda mais o som opressivo da música. As letras falando de morte e escuridão, então assustadoras — hoje, até engraçadas —, completam a fervura.

As duas longas suítes impedem que o disco pareça convencional — e provam que os músicos tinham o necessário para ser criativos —, mas é nas canções isoladas que o álbum se revela. Se "Black Sabbath" fala de sujeira e coisas mórbidas, "N.I.B." superou a prova do tempo e continua sendo um modelo das qualidades mais sutis da banda.

O jeito é se deixar levar pela atmosfera lúgubre e a sombria introspecção do álbum: afinal de contas, é o primeiro disco de heavy metal do mundo. (Joel McIver)
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01. Black Sabbath (Iommi, Osbourne, Butler, Ward)
02. The Wizard (Iommi, Osbourne, Butler, Ward)
03. Behind The Wall Of Sleep (Iommi, Osbourne, Butler, Ward)
04. N.I.B. (Iommi, Osbourne, Butler, Ward)
05. Evil Woman (Don't Play Your Game With Me) (Wagner, Weigand, Weigand)
06. Sleeping Village (Iommi, Osbourne, Butler, Ward)
07. The Warning (Dunbar, Moorshead, Dmochowski, Hickling)
08. Wicked World (Iommi, Osbourne, Butler, Ward)
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Metallica | Master Of Puppets (1986)

Disputando com Reign In Blood, do Slayer, a posição de o melhor álbum de thrash metal de todos os tempos, o terceiro disco do Metallica, Master Of Puppets, é uma obra-prima em todos os níveis. Ofereceu aos headbangers francamente surpresos da época uma combinação medida com precisão e perfeitamente calibrada de agressividade, velocidade, beleza melódica e complexidade musical. A sua produção calorosa, quase delicada, e o equilíbrio perfeito entre raiva e profundidade tiveram um impacto colossal. Embora o Metallica tenha lançado outros discos que venderam mais que este, nenhum foi tão bom quanto Master Of Puppets.

Os pontos fortes do álbum estão presentes logo na primeira faixa, "Battery", que passa de uma introdução de violão para uma muralha maciça de som antes de sossegar num riff contorcido, talvez engenhoso demais, trilhando as fronteiras entre o thrash e o heavy. A faixa-título segue um caminho semelhante — o solo suave na parte central é de uma beleza extraordinária —, mas "Disposable Heroes", junto com a última música, a frenética e intencionalmente maligna "Damage, Inc.", faz lembrar que o Metallica era, afinal, uma banda de thrash metal de enorme força. Duas músicas ficam entre a balada e o heavy: "The Thing That Should Not Be" (a música com maior quantidade de riffs que a banda gravou até "Sad But True", de 1991) e o hino à psicose, "Welcome Home (Sanitarium)". Ambas mostram o lado mais sombrio e sutil da banda, enquanto "Leper Messiah" é um ataque violento ao evangelismo de TV.

"Orion", uma instrumental épica, mostra o talento do baixista Cliff Burton no seu auge — a sua morte prematura, pouco depois do lançamento do disco, faz dessa música uma bela despedida. (Joel McIver)
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01. Battery (Hetfield, Ulrich)
02. Master Of Puppets (Hetfield, Ulrich, Burton, Hammett)
03. The Thing That Should Not Be (Hetfield, Ulrich, Hammett)
04. Welcome Home (Sanitarium) (Hetfield, Ulrich, Hammett)
05. Disposable Heroes (Hetfield, Ulrich, Hammett)
06. Leper Messiah (Hetfield, Ulrich)
07. Orion (Hetfield, Ulrich, Burton)
08. Damage Inc. (Hetfield, Ulrich, Burton, Hammett)
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The Beatles | Abbey Road (1969)

Geralmente negligenciado nas enquetes de melhor disco dos Beatles em favor do estilo mais technicolor de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e do mais obscuro e menos ortodoxo de Revolver, o último álbum gravado pelo grupo (Let It Be foi apenas o último a ser lançado) é uma coleção imprevisível de músicas e fragmentos de músicas. É tão inovador como tudo o que os Beatles sempre fizeram e recheado de reviravoltas emocionais, graças ao caos de seus anos finais como banda.

Apesar das diferenças fundamentais entre eles, naquela altura, McCartney e Lennon eram ainda capazes de compor um material combustível. George Harrison, por muito tempo considerado, com Ringo Starr, um Beatle menor, havia se tornado um compositor para ser levado a sério, contribuindo com a superinspirada "Something" e com "Here Comes The Sun", muito mais doce do que qualquer canção de John e Paul.

Mas é a crônica social ácida de Lennon e McCartney que torna Abbey Road essencial, um álbum com um quê de vingança. Há o rock sexual de "Come Together", o monstro psicodélico "I Want You (She's So Heavy)" — marcado pelo baixo ágil de McCartney — e a suíte que ocupa o lado B, amada e odiada pelos fãs dos Beatles na mesma medida. "Sun King" é uma dose musical de LSD; "Golden Slumbers" é um épico sob a forma de uma cantiga de ninar; e "The End" é uma profética mostra de virtuosismo na qual todos fazem um solo — até Ringo. (Joel McIver)
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01. Come Together (Lennon, McCartney)
02. Something (Harrison)
03. Maxwell's Silver Hammer (Lennon, McCartney)
04. Oh! Darling (Lennon, McCartney)
05. Octopus's Garden (Starr)
06. I Want You (She's So Heavy) (Lennon, McCartney)
07. Here Comes The Sun (Harrison)
08. Because (Lennon, McCartney)
09. You Never Give Me Your Money (Lennon, McCartney)
10. Sun King (Lennon, McCartney)
11. Mean Mr. Mustard (Lennon, McCartney)
12. Polythene Pam (Lennon, McCartney)
13. She Came In Through The Bathroom Window (Lennon, McCartney)
14. Golden Slumbers (Lennon, McCartney)
15. Carry That Weight (Lennon, McCartney)
16. The End (Lennon, McCartney)
17. Her Majesty (Lennon, McCartney)
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The Jimi Hendrix Experience | Axis: Bold As Love (1967)

Com a possível exceção do Cream, The Jimi Hendrix Experience era o melhor trio de rock do mundo. Enquanto sua fama como músicos e improvisadores extraordinários garantia ao grupo um enorme reconhecimento, a constante pressão para que fizessem turnês e gravassem discos depois do álbum de estréia, Are You Experienced, fez com que Axis: Bold As Love fosse lançado às pressas, antes de estar relamnente pronto. Apesar disso, não se discutem — mesmo passadas quatro décadas — as impetuosas e cintilantes canções do disco, o controle que Jimi e seus companheiros tinham das tecnologias de estúdio à sua disposição e a beleza lírica da guitarra de Hendrix.

"Spanish Castle Magic" e sua melodia em espiral, a estrutura vai-e-volta de "If 6 Was 9", a doce "Castles Made Of Sand" e a simplicidade de "She's So Fine", do baixista Noel Redding, são pontos altos do disco — mas a melhor mísica, para muitos, é a perturbadora "Little Wing". Com sua mistura perfeita de guitarras principal e rítmica (as primeiras linhas melódicas da canção embaralharam para sempre esses dois papéis), "Little Wing" é pura beleza e foi regravada várias vezes desde então por artistas como Sting e Metallica.

A produção de Axis, no melhor estilo de 1967, é soberba. Jimi nunca soou tão vulnerável e acessível, tanto vocal como instrumentalmente, enquanto a batida de Mitch Mitchell e as sólidas linhas de baixo de Redding compunham um ritmo definitivo da época — sem desmerecer, claro, Jack Bruce e Ginger Baker, seus únicos rivais em muitos aspectos. (Joel McIver)
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01. EXP (Hendrix)
02. Up From The Skies (Hendrix)
03. Spanish Castle Magic (Hendrix)
04. Wait Until Tomorrow (Hendrix)
05. Ain't No Telling (Hendrix)
06. Little Wing (Hendrix)
07. If 6 Was 9 (Hendrix)
08. You Got Me Floatin' (Hendrix)
09. Castles Made Of Sand (Hendrix)
10. She's So Fine (Redding)
11. One Rainy WIsh (Hendrix)
12. Little Miss Lover (Hendrix)
13. Bold As Love (Hendrix)
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Metallica | ...And Justice For All (1988)

A história não foi gentil com o quarto álbum do Metallica. Os aficionados do thrash metal criticam o seu som gritantemente superproduzido e os arranjos demasiado complexos. Conta a lenda que este também foi o disco no qual os dois principais compositores da banda, James Hetfield e Lars Ulrich, entraram num vórtice de paranóia (o novo baixista Jason Newsted foi quase totalmente removido na mixagem, pois os dois não confiavam em sua competência) e ambição (a complexidade dos riffs em muitas faixas quase atingiu os excessos do rock progressivo).

Mas, se você conseguir passar por cima do som sem peso e do exagero experimental, ...And Justice For All mostra ter dimensões épicas, podendo mesmo ser considerado um disco conceitual com muitas camadas de invenção a explorar. Está entre os melhores da banda: a melódica e agressiva beleza de Master Of Puppets de 1986 e o devastador e incendiário Metallica, um disco não-thrash de 1991. Se você quer agressividade, é só ouvir a pauleira final de "One" ou a guitarra incrível e sempre surpreendente de Kirk Hammett na música de abertura, "Blackened", além da faixa-título, uma prova da competência dos músicos. Além disso, o alcance do riff de Hetfield em "Eye Of The Beholder", tal como a furiosa "Dyers Eve", não deve ser subestimado. Muitos fãs do Metallica vêem este LP como o ponto em que abandonaram o thrash ("Dyers Eve" é a música que mais se aproxima do som anterior da banda) e começaram a se empenhar em alcançar a aceitação do grande público. Se for esse o caso, é um glorioso adeus aos sons extremos de Kill 'Em All e Ride The Lightning — um adeus que deve ser aproveitado ao máximo. (Joel McIver)
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01. Blackened (Hetfield, Ulrich, Newsted)
02. ...And Justice For All (Hetfield, Ulrich, Hammett)
03. Eye Of The Beholder (Hetfield, Ulrich, Hammett)
04. One (Hetfield, Ulrich)
05. The Shortest Straw (Hetfield, Ulrich)
06. Harvester Of Sorrow (Hetfield, Ulrich)
07. The Frayed Ends Of Sanity (Hetfield, Ulrich, Hammett)
08. To Live Is To Die (Hetfield, Ulrich, Burton)
09. Dyers Eve (Hetfield, Ulrich, Hammett)
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The Jimi Hendrix Experience | Electric Ladyland (1968)

À medida que tanto a tecnologia de estúdio como os efeitos de guitarra se aprimoravam, no final da década de 60, as gravações da The Jimi Hendrix Experience também evoluíam — e o álbum mais famoso de Jimi, Electric Ladyland (conhecido por sua inédita e notória capa, que traz um grupo de mulheres nuas), aproveitou plenamente a nova ciência do rock. Embora a maneira de tocar e as estruturas das músicas se tornassem mais dispersas, mais livres dos parâmetros da tradição do R&B e do soul na qual a banda havia afiado sua técnica, Hendrix manteve o controle do leme, apesar do frenesi de LSD e outras drogas que cercavam o grupo. De fato, Electric Ladyland deve tanto ao pop como ao blues, com faixas como a cáustica "Crosstown Traffic", o single perfeito de Hendrix, e sua versão de "Come On", de Earl King, um exercício afiadíssimo de blues que ele nunca havia tentado antes.

Mas não são apenas o ardor político e a experimentação lisérgica que conferem ao disco tamanha influência. A gravação de Jimi da corrosiva "All Along The Watchtower", de Bob Dylan, levou o autor a observar: "Não me surpreende que Jimi tenha gravado músicas minhas, mas que sejam tão poucas, porque são todas dele". Porém, só a espaçosa "Voodoo Chile", de 15 minutos, e "Voodoo Child", mais forte e pop, já fariam deste disco um clássico. (Joel McIver)
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01. ...And The Gods Made Love (Hendrix)
02. Have You Ever Been (To Electric Ladyland) (Hendrix)
03. Crosstown Traffic (Hendrix)
04. Voodoo Chile (Hendrix)
05. Little Miss Strange (Redding)
06. Long Hot Summer Night (Hendrix)
07. Come On (Let The Good Times Roll) (King)
08. Gypsy Eyes (Hendrix)
09. Burning Of The Midnight Lamp (Hendrix)
10. Rainy Day, Dream Away (Hendrix)
11. 1983... (A Merman I Should Turn To Be) (Hendrix)
12. Moon, Turn The Tides... Gently Gently Away (Hendrix)
13. Still Raining, Still Dreaming (Hendrix)
14. House Burning Down (Hendrix)
15. All Along The Watchtower (Dylan)
16. Voodoo Child (Slight Return) (Hendrix)
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Led Zeppelin | Led Zeppelin II (1969)

O segundo álbum do Led Zeppelin é mais notável pelo curto espaço de tempo que seus criadores tiveram para aperfeiçoá-lo — Led Zeppelin II foi gravado durante os intervalos dos shows, em meio a uma turnê nos Estados Unidos. De certa forma, parece claro como a pressa tornou o álbum melhor: as faixas "Whole Lotta Love", "The Lemon Song" e "Bring It On Home" são baseadas em clássicos eternos do blues e mantêm uma crueza que teria sido polida se houvesse mais tempo e dinheiro.

A banda consegue, de modo ainda mais impressionante, conservar todas as sutilezas, apesar da pauleira das apresentações ao vivo que encarava todas as noites: os principiantes têm de ouvir "Ramble On", uma bela e multifacetada balada acústica com um refrão opressivo que sintetiza os princípios básicos da banda — riffs pesados e pouca moderação. "Thank You" é outro trabalho acústico extremamente bem executado, mas o que o torna o álbum soberbo até hoje são os sons grandiosos de Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonham.

"Whole Lotta Love", em particular, conseguiu superar a barreira do tempo, já que foi, durante anos, tema do eterno programa musical da TV britânica Top Of The Pops e figurinha fácil no álbum de favoritos de qualquer amante do rock. De fato, canções como esta entraram e reentraram tantas vezes nos cânones do rock que ultrapassaram o ponto do clichê e se eternizaram como itens do vocabulário musical. Tudo isso faz com que seja ainda mais fascinante o fato de este segundo disco do Led Zeppelin ser tão cheio de luz e sombra. Merece estar aqui. (Joel McIver)
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01. Whole Lotta Love (Page, Plant, Bonham, Jones, Dixon)
02. What Is And What Should Never Be (Page, Plant)
03. The Lemon Song (Page, Plant, Bonham, Jones, Wolf)
04. Thank You (Page, Plant)
05. Heartbreaker (Page, Plant, Bonham, Jones)
06. Living Loving Maid (She's Just A Woman) (Page, Plant)
07. Ramble On (Page, Plant)
08. Moby Dick (Page, Bonham, Jones)
09. Bring It On Home (Page, Plant)
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Nick Drake | Five Leaves Left (1969)

Embora o culto a Nick Drake — a exemplo do que aconteceu com ídolos posteriores, como Marc Bolan e Kurt Cobain — o tenha elevado a um nível diferente, muito além de sua música, a obra desse artista folk britânico, muitas vezes subestimada, permanece essencial para quem estiver interessado em descobrir o significado dos anos 60.

O álbum de estréia de Drake, Five Leaves Left, é um trabalho admirável: repleto de músicas complexas e introspectivas, mas impregnadas de arranjos e de produção tirados diretamente da prateleira do pop. Graças à sua formidável tropa de co-conspiradores, que incluía os dois Thompsons do folk (Richard, do Fairport Convention, e Danny, do Pentangle) e o mestre das cordas Robert Kirby, o disco contém canções brilhantes e cheias de vida que não envelheceram um minuto nesses anos todos. Apesar de seu trabalho posterior ser mais experimental e acessível, Five Leaves Left continua a ser a porta de entrada para se conhecer Drake.

A fenomenal "River Man", com sua letra questionadora, combina muito bem com a suave voz de tenor de Nick — e a força de seu violão o coloca entre o folk e o psicodélico. As cordas sinuosas de "Way To Blue" são também inspiradoras, assim como o violoncelo com toques orientais, emocionante e inesquecível, de "'Cello Song". É uma viagem criativa da qual não dá para dispensar praticamente nenhuma faixa.

Drake ficaria mais popular em sua carreira, mas nunca superou este primeiro álbum — e, se sua morte prematura foi uma tragédia, a música que ele deixou, sem dúvida, garantiu-lhe a imortalidade. (Joel McIver)
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01. Time Has Told Me (Drake)
02. River Man (Drake)
03. Three Hours (Drake)
04. Way To Blue (Drake)
05. Day Is Done (Drake)
06. 'Cello Song (Drake)
07. The Thoughts Of Mary Jane (Drake)
08. Man In A Shed (Drake)
09. Fruit Tree (Drake)
10. Saturday Sun (Drake)
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The Who | Tommy (1969)

Constantemente rotulado como uma ópera rock e quase sempre descrito como uma mostra do conceitualismo narcisista de colegiais, o expansivo e ingênuo Tommy conta com todos os atributos de um clássico, mas também com todos os defeitos de um Frankenstein. Na aparência, trata-se da história de um garoto surdo, retardado e cego, nascido numa família desequilibrada (ele é aterrorizado pelo primo e pelo tio), que se revela no fliperama e na música e se torna um ícone messiânico no melhor estilo do final dos anos 60. Mas o álbum é, mais precisamente, uma viagem pela infância real e imaginária de Pete Townshend.

Musicalmente, o disco é um cruzamento entre hinos do tipo mod e o rock ágil no estilo único do The Who, e contém os melhores momentos da carreira do grupo, como "Pinball Wizard", "I'm Free" e "We're Not Gonna Take It". Composições conceituais ambiciosas como "1921", "Underture" e "Smash The Mirror" são mais sólidas do que essenciais — esses 15 minutos poderiam ter sido cortados do álbum e ninguém se queixaria —, mas a maior parte do público aceitou a idéia de que este era o preço a pagar para se ter o maior dos épicos.

Apesar de o significado dessa história jamais ter sido de fato explicado, Tommy é tão culturalmente influenciador como musicalmente variado. O álbum aproveitou os conceitos explosivos de sua óbvia inspiração, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band — lançado no ano anterior —, os desenvolveu com um toque de sabedoria de rua, ausente da obra dos Beatles, e, dessa forma, inspirou todo o rock progressivo de trabalhos posteriores, como The Dark Side Of The Moon, do Pink Floyd. Por essa razão — mesmo que o álbum seja, às vezes, uma viagem pelo rock —, todos agradecem. (Joel McIver)
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01. Overture (Townshend)
02. It's A Boy (Townshend)
03. 1921 (Townshend)
04. Amazing Journey (Townshend)
05. Sparks (Townshend)
06. Eyesight To The Blind (The Hawker) (Williamson)
07. Christmas (Townshend)
08. Cousin Kevin (Entwistle)
09. Acid Queen (Townshend)
10. Underture (Townshend)
11. Do You Think It's Alright? (Townshend)
12. Fiddle About (Entwistle)
13. Pinball Wizard (Townshend)
14. There's A Doctor (Townshend)
15. Go To The Mirror! (Townshend)
16. Tommy, Can You Hear Me? (Townshend)
17. Smash The Mirror (Townshend)
18. Sensation (Townshend)
19. Miracle Cure (Townshend)
20. Sally Simpson (Townshend)
21. I'm Free (Townshend)
22. Welcome (Townshend)
23. Tommy's Holiday Camp (Moon)
24. We're Not Gonna Take It (Townshend)
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Led Zeppelin | Led Zeppelin (1969)

Mesmo no início de sua carreira, a visão do grupo de heavy-blues e folk-rock mais famoso e influente do mundo era característica e única. Ao atualizar os riffs arrasadores de pioneiros como o Cream e transformá-los num novo e inspirado tipo de rock, o Led Zeppelin tanto ultrapassou as fronteiras da música em seu álbum de estréia, de 1969, como se manteve fiel às suas raízes no folk, blues e R&B.

A guitarra cheia de estilo de Jimmy Page em "You Shook Me" e "I Can't Quit You Babe", ambas de Willie Dixon, mostra a base sólida da banda. O futuro do rock nos anos 70 foi mapeado em músicas que até hoje são as melhores do grupo, como "Dazed And Confused" (atenção para a robusta linha descendente de baixo) e "Communication Breakdown" (com um riff claro e limpo, quase no estilo de Pete Townshend). O baixo extraordinário, de tremer o chão, de John Paul Jones em hinos como "Good Times, Bad Times" só encontra algum termo de comparação em John Entwistle e, talvez, Roger Glover, enquanto o jeito de tocar do hoje lendário John "Bonzo" Bonham — com muita pressão, mas sem perder a espontaneidade, tornando as músicas do Zep ainda mais grandiosas — virou uma regra até para ele próprio.

O Led Zeppelin era bem mais do que a soma de seus integrantes. As letras estranhas, geralmente ingênuas, embora idolatradas pelos fãs, e o vocal definitivo do rock de Robert Plant encontraram o seu melhor, talvez, em álbuns posteriores da banda. Em 1969, os músicos ainda tinham de se ajustar. Mas o marco estabelecido por este disco multilateral e dinâmico o transformou em alvo de merecida adoração. (Joel McIver)
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01. Good Times Bad Times (Page, Jones, Bonham)
02. Babe I'm Gonna Leave You (Page, Plant, Bredon)
03. You Shook Me (Dixon, Lenoir)
04. Dazed And Confused (Page)
05. Your Time Is Gonna Come (Page, Jones)
06. Black Mountain Side (Page)
07. Communication Breakdown (Page, Jones, Bonham)
08. I Can't Quit You Baby (Dixon)
09. How Many More Times (Page, Jones, Bonham)
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